China classifica como “violação grave do direito internacional” apreensões de navios venezuelanos pelos Estados Unidos
Pequim repudia ação de Washington em meio a tensão por bloqueio naval e reafirma apoio a Caracas

22/12/2025 - 11:03

China classifica como “violação grave do direito internacional” apreensões de navios venezuelanos pelos Estados Unidos

O Ministério das Relações Exteriores da China reagiu nesta segunda-feira (22 de dezembro de 2025) à aproximação e apreensão de embarcações venezuelanas pelos Estados Unidos no mar do Caribe, classificando a ação como uma “violação grave do direito internacional” e do princípio da soberania nacional. A declaração foi feita em resposta à operação recente da Guarda Costeira dos EUA, que tem interceptado petroleiros e navios mercantes com destino ou origem na Venezuela sob a justificativa de violação de sanções norte-americanas.

Segundo a porta-voz chinesa, a prática de apreender embarcações de outros países sem uma base legal clara no direito internacional ou autorização do Conselho de Segurança da ONU constitui um ato unilateral e coercitivo, que infringe a Carta das Nações Unidas e a segurança jurídica do transporte marítimo internacional. O governo de Pequim também afirmou que Venezuela tem o direito soberano de estabelecer relações econômicas com outros países, defendendo a legitimidade de parcerias bilaterais e comerciais.

A China ocupa posição relevante no contexto petrolífero venezuelano, já que é um dos maiores compradores de petróleo bruto do país sul-americano, correspondendo a uma parcela significativa de suas exportações de energia. A apreensão de um dos navios envolvidos na operação recente teria acontecido enquanto a embarcação transportava petróleo venezuelano com destino à China, segundo relatos internacionais independentes.

As tensões diplomáticas se inserem em um quadro de pressão dos Estados Unidos sobre o governo de Nicolás Maduro, incluindo medidas como o bloqueio de petroleiros sancionados e operações navais no Caribe, que têm sido justificadas por Washington como parte do combate à evasão de sanções e ao tráfico transnacional. Caracas e seus aliados classificaram as ações americanas como “pirataria” ou “sequestro” de navios, enquanto Pequim enfatiza a necessidade de respeito ao direito internacional e à soberania estatal.

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