“Saidinha” de Natal libera mais de 46 mil presos em 2025, representando mais de 6% da população carcerária
Dados preliminares indicam que mais de 46 mil detentos deixaram prisões para o benefício natalino em 2025, correspondendo a cerca de 6,5% dos presos em unidades prisionais brasileiras.

31/12/2025 - 09:28

“Saidinha” de Natal libera mais de 46 mil presos em 2025, representando mais de 6% da população carcerária

Mais de 46 000 presos beneficiados pela saída temporária de Natal deixaram as prisões brasileiras em dezembro de 2025 para passar o fim de ano em liberdade, de acordo com levantamento divulgado recentemente. Esse total equivale a cerca de 6,5% dos aproximadamente 701 000 detentos que cumprem pena em unidades prisionais físicas no país — incluindo regimes fechado, semiaberto e aberto.

O benefício, regulamentado pela Lei de Execuções Penais, é concedido em datas festivas como forma de promover o convívio familiar e social de presos em regime semiaberto com bom comportamento e cumprimento de requisitos legais. A saída temporária natalina costuma durar sete dias, e apenas após o término do período é possível contabilizar quantos detentos não retornaram às unidades prisionais dentro do prazo estipulado pela Justiça.

Quando se considera a população total de pessoas privadas de liberdade — incluindo aqueles em prisão domiciliar — esse contingente chega a cerca de 937 000 indivíduos, segundo dados do Ministério da Justiça e Segurança Pública. Essa diferenciação demonstra que a proporção de beneficiados pela “saidinha” focaliza especialmente a parcela da população carcerária em regime que permite esse tipo de saída.

Comparativamente, o número de presos que tiveram direito à saída temporária em 2025 foi menor do que no ano anterior, quando cerca de 52 000 detentos usufruíram do benefício no período natalino, representando uma redução de aproximadamente 11,5%.

O benefício da saidinha é uma prática antiga no sistema prisional brasileiro, e os números divulgados neste fim de ano reforçam tanto a dimensão dessa política de execução penal quanto o debate público sobre seus impactos sociais e de segurança pública.

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