Europeus pedem moderação e respeito à vontade do povo venezuelano em meio à crise
União Europeia reiterou que só o respeito à autodeterminação pode restaurar a democracia na Venezuela após a intervenção dos EUA.
05/01/2026 - 09:49
Países membros da União Europeia (UE) divulgaram neste domingo uma declaração conjunta defendendo moderação e respeito à vontade do povo venezuelano como condição essencial para restaurar a democracia e resolver a atual crise política no país. Segundo o comunicado, que contou com a adesão de 26 dos 27 Estados-membros — exceto a Hungria —, é fundamental que todas as partes envolvidas mantenham calma e evitem uma escalada de tensões para que uma solução pacífica e liderada pelos venezuelanos possa ser alcançada.
A declaração da UE foi emitida no contexto de uma intervenção militar dos Estados Unidos na Venezuela, na qual o presidente Nicolás Maduro foi capturado e levado a Nova York para responder a acusações federais, e Delcy Rodríguez, então vice-presidente, assumiu como chefe de Estado interina. A nota europeia ressalta que a restauração da democracia deve observar os princípios do direito internacional e da Carta das Nações Unidas e enfatiza que “respeitar a vontade do povo venezuelano continua sendo a única maneira de a Venezuela restaurar a democracia e resolver a crise atual”.
Representantes da UE, incluindo a alta representante para os Negócios Estrangeiros, pediram ainda que todos os atores políticos na Venezuela trabalhem em conjunto para uma transição pacífica, garantindo o respeito aos direitos humanos, à integridade territorial e à soberania do país. A posição europeia reflete uma abordagem cautelosa frente à crise, equilibrando a condenação da violência e violação de soberania com a defesa dos processos democráticos liderados pela população venezuelana.