Brasil volta a condenar ação dos EUA contra a Venezuela na reunião da OEA
Diplomacia brasileira repudia bombardeios e captura de Maduro, defendendo soberania e direito internacional
07/01/2026 - 10:50
O Brasil reafirmou sua posição contrária à intervenção militar dos Estados Unidos na Venezuela durante uma reunião extraordinária do Conselho Permanente da Organização dos Estados Americanos (OEA), realizada em 6 de janeiro de 2026, em Washington. O representante brasileiro na OEA, embaixador Benoni Belli, classificou como “sequestro” a captura do presidente venezuelano Nicolás Maduro pelas forças norte-americanas, e condenou os bombardeios realizados em solo venezuelano, afirmando que tais atos violam a soberania e representam uma afronta grave ao direito internacional.
Durante o discurso, Belli enfatizou que a preservação da soberania nacional e do multilateralismo é fundamental para a estabilidade das relações entre países e alertou que aceitar ações como essa poderia abrir precedentes perigosos de interferência externa na região. O governo brasileiro, por meio dessa declaração, reforçou que a defesa de princípios internacionais é essencial para a dignidade dos Estados e a paz hemisférica.
A reunião na OEA aconteceu em meio à repercussão internacional da operação dos EUA na Venezuela, que incluiu bombardeios e a captura de Maduro e sua esposa, Cilia Flores, no último sábado (3). A ação americana já vinha sendo criticada por diversos países e organizações que veem na intervenção uma violação dos princípios de não intervenção e da Carta das Nações Unidas.