Guia orienta sobre mudança no rastreamento do câncer de colo do útero
O teste molecular de DNA-HPV é mais moderno e eficaz na detecção precoce de infecções que podem evoluir para câncer.

08/01/2026 - 09:20

Guia orienta sobre mudança no rastreamento do câncer de colo do útero

A Fundação do Câncer lançou uma versão atualizada do Guia Prático de Prevenção do Câncer de Colo do Útero, publicada em 8 de janeiro de 2026 e divulgada durante a campanha Janeiro Verde de conscientização sobre a doença. O material tem como objetivo principal **orientar profissionais de saúde na transição do método de rastreamento tradicional (Papanicolau) para o teste molecular de DNA-HPV, que é mais moderno e eficaz na detecção precoce de infecções que podem evoluir para câncer.

A alteração nas diretrizes considera recomendações recentes incorporadas ao Sistema Único de Saúde (SUS) e aprovadas pela Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec). O novo exame identifica diretamente o material genético do HPV oncogênico, possibilitando detectar a infecção antes da ocorrência de alterações celulares observáveis pela citologia tradicional. Isso amplia a capacidade de rastreamento e permite estender o intervalo entre exames, passando de trienal (no Papanicolau) para cinco anos, em casos de resultado negativo no teste de DNA-HPV.

A nova edição do guia também apresenta orientações detalhadas para diferentes cenários clínicos. Mulheres com resultado positivo para tipos de HPV mais associados ao câncer (como HPV-16 e HPV-18) devem ser encaminhadas rapidamente para colposcopia, exame mais aprofundado que visualiza o colo do útero com aumento óptico para identificar lesões precursoras. Para outros tipos oncogênicos de HPV, a estratégia inclui a realização de citologia reflexa sobre o mesmo material coletado, com seguimento e repetição do teste conforme o risco avaliado.

O guia mantém a faixa etária recomendada para rastreamento entre 25 e 64 anos e reforça que a mudança — embora gradual — já está sendo implementada em diversos municípios e estados brasileiros desde o segundo semestre de 2025. Em lugares onde o teste de DNA-HPV ainda não foi totalmente introduzido, as regras baseadas no Papanicolau continuam válidas até a completa transição.

Além disso, a atualização integra a estratégia nacional alinhada à Organização Mundial da Saúde (OMS) para eliminar o câncer de colo do útero, que também enfatiza a vacinação contra o HPV como pilar fundamental de prevenção.

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