“Mesada”, citações e viagens: o que a PF apura sobre o filho de Lula
A representação foi enviada pela PF ao Supremo Tribunal Federal (STF) e inclui relatos de mesada, citações em mensagens e viagens, que motivaram a checagem dos fatos pelos investigadores.

08/01/2026 - 10:31

“Mesada”, citações e viagens: o que a PF apura sobre o filho de Lula

A Polícia Federal (PF) está apurando menções ao nome de Fábio Luís Lula da Silva, o “Lulinha”, filho mais velho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, no âmbito da investigação que mira um esquema de fraudes bilionárias no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), envolvidas em descontos indevidos nos benefícios de aposentados e pensionistas. A representação foi enviada pela PF ao Supremo Tribunal Federal (STF) e inclui relatos de mesada, citações em mensagens e viagens, que motivaram a checagem dos fatos pelos investigadores.

Um dos elementos mencionados na investigação é o depoimento de uma testemunha, Edson Claro, que afirmou à PF que Lulinha teria recebido uma **“mesada” de cerca de R$ 300 mil mensais de Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”, apontado como articulador do esquema criminoso. Conversas extraídas de celulares de envolvidos também fazem referência a esse valor e a pagamentos associados ao nome de Lulinha, embora não exista, até o momento, prova documental de envolvimento direto dele no esquema

Além das menções financeiras, a PF está verificando viagens realizadas por Lulinha e a empresária Roberta Luchsinger, também citada nas apurações, incluindo deslocamentos entre Brasília e São Paulo e um voo internacional com destino a Lisboa. Tais movimentações foram levantadas a partir de registros de reservas e mensagens, que despertaram interesse dos investigadores por indicarem possíveis vínculos entre os três.

A PF ressalta que não há, até agora, indiciamento formal de Lulinha, nem confirmação de que ele seja investigado criminalmente; as apurações sobre seu nome consistem em checar se as citações e indícios colhidos justificam a continuidade das investigações, o que é procedimento padrão quando pessoas surgem em depoimentos ou material apreendido. A defesa de Fábio Luís negou qualquer envolvimento e classificou as referências como “ilações” sem fundamento.

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