STF retoma depoimentos sobre fraudes no Banco Master; veja quem deve depor
Relatório de oitivas no inquérito que investiga irregularidades bilionárias no sistema financeiro
26/01/2026 - 10:58
O Supremo Tribunal Federal (STF) retomou na segunda-feira, 26 de janeiro de 2026, os depoimentos no inquérito que apura suspeitas de fraudes envolvendo o Banco Master, em um caso que gerou ampla atenção pública e institucional no Brasil. As oitivas se estenderam até 27 de janeiro e foram autorizadas pelo ministro Dias Toffoli, relator do processo.
As audiências incluem oito executivos e empresários, entre sócios e diretores do próprio Banco Master, executivos do Banco de Brasília (BRB) e um dirigente de empresa ligada ao esquema. As oitivas foram realizadas em formato híbrido — parte por videoconferência e parte presencialmente na sede do STF.
Depoimentos programados em 26 de janeiro (videoconferência):
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Dário Oswaldo Garcia Junior, diretor financeiro do BRB;
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André Felipe de Oliveira Seixas Maia, diretor de empresa investigada;
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Henrique Souza e Silva Peretto, empresário;
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Alberto Felix de Oliveira, superintendente-executivo de tesouraria do Banco Master.
Depoimentos em 27 de janeiro (presencial e videoconferência):
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Robério Cesar Bonfim Mangueira, superintendente de operações financeiras do BRB (presencial);
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Luiz Antonio Bull, diretor de riscos, compliance, RH e tecnologia do Banco Master (presencial);
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Angelo Antonio Ribeiro da Silva, sócio do Banco Master (videoconferência);
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Augusto Ferreira Lima, ex-sócio do Banco Master (presencial).
A retomada dos depoimentos ocorreu após Toffoli reduzir o prazo originalmente solicitado pela Polícia Federal (PF) para a coleta de provas, medida que gerou debate entre autoridades sobre a condução e independência da investigação. O procedimento integra a apuração que envolve a chamada Operação Compliance Zero, a qual mira irregularidades vinculadas à tentativa de aquisição do Banco Master pelo BRB e a suposta venda de carteiras de crédito fictícias no valor de bilhões de reais.
O inquérito segue sob segredo de Justiça e a PF tem um prazo legal para consolidar um relatório final com as provas reunidas e possíveis indiciados. A controvérsia também levantou discussões sobre a atuação do STF no caso e o impacto institucional da investigação.