Detran-GO simplifica habilitação: rampa e baliza são retiradas e custo da CNH cai para R$ 442
Modernização do exame prático busca ampliar acesso e reduzir barreiras no processo de obtenção da Carteira Nacional de Habilitação em Goiás
28/01/2026 - 09:53
O Departamento Estadual de Trânsito de Goiás (Detran-GO) anunciou um conjunto de mudanças no processo de habilitação de condutores que já valem em todo o estado a partir de 27 de janeiro de 2026. Entre as principais alterações, os exercícios de rampa para motocicletas e de baliza para carros deixam de ser obrigatórios na prova prática, que passa a ser composta apenas pelo trajeto em via pública, focando na circulação real do veículo. As mudanças seguem a Resolução 1.020/2025 do Conselho Nacional de Trânsito (Contran), que institui a chamada CNH Brasil, com a intenção de modernizar e simplificar o processo.
Além da retirada desses exercícios tradicionalmente considerados fatores de reprovação, o Detran-GO passou a permitir que o exame prático seja realizado com veículo próprio do candidato (manuais ou automáticos), desde que em condições de segurança, e que as aulas obrigatórias possam ser feitas tanto em Centros de Formação de Condutores (CFCs) quanto com instrutores autônomos. A prova teórica deverá, futuramente, migrar para formato online em qualquer município de Goiás, ampliando ainda mais o acesso.
A reestruturação também teve impacto direto no custo total para tirar a CNH: segundo o Detran-GO, a soma de taxas e requisitos antes chegava a cerca de R$ 3 mil, valor que agora foi reduzido para R$ 442,90, graças ao ensino teórico gratuito pela plataforma da CNH Brasil e à exigência de apenas duas horas de aulas práticas obrigatórias. Outra novidade já em vigor é o primeiro reteste da prova prática gratuito para quem fizer o exame após 9 de dezembro de 2025, benefício estimado para cerca de 40 mil candidatos por ano.
Segundo o presidente do órgão, delegado Waldir Soares, a simplificação aumenta a justiça social no acesso à habilitação, reduzindo obstáculos financeiros e burocráticos, especialmente para pessoas de menor renda, sem comprometer a segurança viária, já que a avaliação está mais alinhada às situações do trânsito real.