Acolhimento de pessoas em situação de rua enfrenta resistência e preconceito em Goiânia
Instalação de abrigos e transferências de população em situação de rua geram conflitos com moradores e comerciantes
29/01/2026 - 10:16
O acolhimento da população em situação de rua em Goiânia tem encontrado resistência de moradores e comerciantes no entorno de abrigos emergenciais e unidades de acolhida, conforme relatos de manifestações e protestos em diferentes bairros da capital. A movimentação contrária coincide com mudanças sucessivas de endereço de equipamentos de acolhimento, incluindo transferências do antigo Centro Pop da Alameda Botafogo para o Setor Aeroporto e posteriormente para o Conjunto Residencial Aruanã III, em meio ao período chuvoso de janeiro de 2026.
Autoridades municipais afirmam que o acolhimento continua sendo oferecido com acompanhamento da Guarda Civil Metropolitana (GCM) e da Secretaria Municipal de Políticas para Mulheres, Assistência Social e Direitos Humanos (Semasdh), mesmo diante de críticas de vizinhança. Segundo a secretária Erizânia de Freitas, o atendimento é realizado em conformidade com serviços socioassistenciais previstos em lei e busca evitar práticas de exclusão social.
Representantes do Movimento População em Situação de Rua de Goiânia relataram que a operação dos abrigos emergenciais tem limitações — como funcionamento restrito ao período noturno — e apontaram falhas estruturais nas políticas públicas locais, comparando a infraestrutura com a de outras capitais. Também foram mencionadas denúncias de deslocamento de pessoas para outras cidades ou instituições sem diálogo prévio, além da ausência de políticas de moradia social e diálogo com a população local.