Governo dispensa entrevista domiciliar para inscrição de famílias unipessoais no Cadastro Único
Nova regra do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social simplifica o acesso ao CadÚnico para pessoas que moram sozinhas e terá validade até julho de 2027.
23/07/2026 - 09:20
O governo federal alterou as regras para inscrição e atualização cadastral de famílias unipessoais, compostas por apenas uma pessoa, no Cadastro Único (CadÚnico). Com a mudança, deixa de ser obrigatória a realização de entrevista domiciliar para validar esse tipo de cadastro. A medida foi publicada pelo Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS) e permanecerá em vigor até julho de 2027.
A nova norma estabelece que a ausência da visita domiciliar não poderá impedir a inscrição, a atualização dos dados ou a manutenção do acesso a benefícios sociais, como o Bolsa Família e o Benefício de Prestação Continuada (BPC), destinados às famílias unipessoais. O objetivo é evitar que exigências administrativas dificultem o atendimento da população mais vulnerável enquanto o governo conclui a regulamentação definitiva do procedimento.
A flexibilização decorre de um acordo firmado entre o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) e a Defensoria Pública da União (DPU), no âmbito de uma ação judicial. Além de suspender temporariamente a obrigatoriedade da entrevista, a portaria também ampliou para 31 de dezembro de 2026 o prazo para regulamentação dos procedimentos de atualização cadastral.
Segundo o governo, a entrevista domiciliar voltará a ser exigida a partir de 1º de julho de 2027, salvo eventuais exceções que venham a ser definidas pelo órgão gestor do Cadastro Único. Até lá, a medida busca garantir maior agilidade no acesso aos programas sociais e reduzir entraves para pessoas que vivem sozinhas e dependem das políticas públicas de assistência.