Terremoto na Colômbia se torna primeiro grande desafio do governo de Espriella
Tremor de magnitude 7,4 deixou ao menos 132 mortos e 570 feridos e impõe pressão sobre as contas públicas do novo governo colombiano
11/08/2026 - 10:26
A Colômbia enfrenta uma grave crise humanitária apenas três dias após a posse do presidente Abelardo de la Espriella. Um terremoto de magnitude 7,4 atingiu o país na segunda-feira (10), deixando ao menos 132 mortos e 570 feridos, além de provocar destruição em diferentes regiões. O tremor ocorreu às 7h34, no horário local, com epicentro próximo a San José del Palmar, no departamento de Chocó.
Os danos atingiram principalmente a infraestrutura. Segundo os primeiros levantamentos, 61 edifícios e 37 casas foram destruídos, enquanto 18 hospitais, 52 centros educacionais, sete aeroportos e cerca de 1,5 mil moradias sofreram danos parciais. O abalo foi sentido em cidades como Bogotá, Medellín, Cali, Pereira e Manizales e foi classificado pelo Serviço Geológico Colombiano como o terremoto mais forte sentido no país na última década.
A tragédia representa um desafio imediato para De la Espriella, que assumiu a Presidência na sexta-feira (7) defendendo uma agenda de austeridade fiscal, redução do tamanho do Estado e controle dos gastos públicos. Diante da emergência, o governo convocou um comitê para coordenar as operações de resgate, atendimento às vítimas e avaliação das estruturas atingidas. A reconstrução, porém, deverá exigir investimentos significativos em hospitais, estradas, escolas e outros serviços essenciais.
A situação também ocorre em meio a dificuldades fiscais. O déficit colombiano chegou a 6,4% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2025, e a previsão citada pela reportagem é de que avance para 7,8% do PIB neste ano. A necessidade de liberar recursos para atender as vítimas e reconstruir áreas afetadas aumenta a pressão sobre o orçamento e coloca em conflito as prioridades de emergência com o programa de contenção de gastos defendido pelo novo governo.