Administrativos da Educação de Goiânia rejeitam proposta da Prefeitura e mantêm greve
Segundo o Sintego, 85,1% da categoria votou contra a proposta apresentada pelo município; paralisação começou no dia 17 de agosto
25/08/2026 - 08:49
Os servidores administrativos da Rede Municipal de Educação de Goiânia decidiram manter a greve após rejeitarem, em assembleia realizada nesta segunda-feira (24), a proposta apresentada pela Prefeitura. Segundo o Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Goiás (Sintego), 85,1% dos participantes votaram contra o acordo e 14,9% foram favoráveis.
Entre os pontos apresentados pelo município estavam o parcelamento da atualização da tabela salarial em cinco vezes, a possibilidade de enquadramento funcional mediante solicitação do trabalhador, o pagamento da data-base em janeiro, o auxílio-locomoção referente a julho, o pagamento do bônus em dezembro e o abono dos dias parados durante a greve.
A principal reivindicação da categoria é a construção de um novo plano de carreira e a atualização da tabela salarial dos servidores administrativos da Educação. O Sintego informou que o calendário de mobilização continuará nesta semana e que as próximas atividades serão divulgadas posteriormente.
A Justiça determinou que pelo menos 70% dos servidores administrativos permaneçam em atividade em cada escola ou unidade da rede municipal durante a paralisação. O descumprimento pode resultar em multa de R$ 5 mil por dia ao sindicato, inicialmente limitada a R$ 100 mil. A rede municipal atende cerca de 120 mil alunos.
Em nota, a Secretaria Municipal de Educação lamentou a rejeição da proposta e afirmou que o texto foi construído após rodadas de negociação e audiência de conciliação no Tribunal de Justiça de Goiás. A pasta também destacou que a continuidade da greve afeta o funcionamento das escolas e CMEIs, incluindo serviços como alimentação escolar e atendimento às crianças.