Pesquisas eleitorais divergem dos resultados do primeiro turno em disputas para presidente, governos e Senado
Levantamentos divulgados nas semanas anteriores à votação apresentaram cenários diferentes dos registrados pelas urnas em disputas nacionais e estaduais

06/10/2026 - 09:27

Pesquisas eleitorais divergem dos resultados do primeiro turno em disputas para presidente, governos e Senado

Os resultados do primeiro turno das eleições, realizado no domingo (4), apresentaram diferenças em relação aos cenários apontados por pesquisas eleitorais divulgadas nas semanas anteriores. As divergências ocorreram nas disputas para presidente da República, governos estaduais e Senado Federal.

Na eleição presidencial, pesquisas de Datafolha, Quaest, Real Time Big Data, Atlas/Intel e CNT indicavam Luiz Inácio Lula da Silva (PT) à frente de Flávio Bolsonaro (PL). Os levantamentos apontavam Lula entre 43% e 47,8%, enquanto Flávio aparecia entre 39% e 44,1%. Na apuração, porém, Flávio terminou com 47% dos votos, contra 45% de Lula, uma diferença de 2,2 milhões de votos.

Nos governos estaduais, também houve discrepâncias. No Distrito Federal, pesquisas indicavam uma vitória de Celina Leão (PP) no primeiro turno, mas ela terminou com 49,9% dos votos e disputará o segundo turno contra Leandro Grass (PT), que teve 34,4%. No Rio de Janeiro, Eduardo Paes (PSD) aparecia à frente nas pesquisas, enquanto Douglas Ruas (PL) terminou a apuração na liderança, com 49%, contra 42% de Paes.

As diferenças também foram registradas nas disputas pelo Senado. Em Brasília, Michelle Bolsonaro (PL) e Bia Kicis (PL) foram eleitas, enquanto pesquisas apontavam diferentes combinações para as duas vagas. No Rio de Janeiro, Carlos Portinho (PL) e Carlos Jordy (PL) foram eleitos, embora Benedita da Silva (PT) aparecesse entre os nomes mais competitivos nos levantamentos. Em São Paulo, Guilherme Derrite (PP) e André do Prado (PL) terminaram eleitos, enquanto as pesquisas indicavam uma disputa mais equilibrada entre quatro candidatos.

Representantes de institutos ouvidos afirmaram que pesquisas eleitorais representam um retrato do momento em que são realizadas e não uma previsão do resultado das urnas. Entre os fatores citados para explicar as diferenças estão o chamado voto útil, mudanças de última hora na intenção de voto, abstenção e dificuldade de medir a escolha para o Senado, especialmente porque parte dos eleitores decide o voto nos últimos dias ou até no dia da eleição.

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