Presidente do PL reconhece vitória de Lula e contraria posição de Flávio Bolsonaro
Valdemar Costa Neto aceitou o resultado proclamado pelo TSE, mas cobrou esclarecimentos sobre medidas adotadas pelo governo durante a campanha eleitoral.
27/10/2026 - 11:08
O presidente nacional do Partido Liberal (PL), Valdemar Costa Neto, reconheceu na segunda-feira (26) a vitória de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nas eleições presidenciais de 2026. A manifestação contraria a posição do senador Flávio Bolsonaro (PL), candidato derrotado no segundo turno, que anunciou a intenção de recorrer à Justiça Eleitoral para contestar o resultado. Em nota, Valdemar afirmou que a legenda reconhece o resultado proclamado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), embora defenda esclarecimentos sobre questionamentos relacionados ao processo eleitoral.
O dirigente partidário criticou medidas econômicas e sociais anunciadas pelo governo federal na reta final da campanha. Segundo ele, a ampliação dos gastos públicos e a adoção de benefícios sociais às vésperas da votação levantam dúvidas sobre a igualdade de condições entre os candidatos. A nota, no entanto, não apresentou provas de irregularidades nem detalhou valores que sustentassem as acusações. Valdemar também não parabenizou Lula pela reeleição e não mencionou diretamente a iniciativa de Flávio de contestar o resultado.
Após inicialmente falar em pedir a anulação da eleição, Flávio mudou a estratégia e anunciou que pretende solicitar a cassação da chapa formada por Lula e Geraldo Alckmin (PSB), alegando suposto abuso de poder político e econômico. O senador também questionou a decisão do ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), que prorrogou até as 19h a votação nas seções eleitorais que ainda estavam abertas. A própria campanha de Flávio havia solicitado ampliação do horário em municípios afetados por dificuldades de transporte e chuvas. Até a publicação da reportagem, não havia confirmação do protocolo da ação anunciada. Lula venceu o segundo turno com 64,2 milhões de votos, equivalentes a 51,79% dos válidos, contra 59,8 milhões de votos de Flávio, que obteve 48,21%.