Flávio Bolsonaro recua em carta e troca declaração de “presidente eleito” por “líder do Brasil”
Senador publicou nova versão do documento após repercussão da primeira declaração; texto mantém acusações de fraude eleitoral e anuncia liderança da oposição a partir dos Estados Unidos
29/10/2026 - 09:28
O senador Flávio Bolsonaro (PL) apagou a primeira versão de uma carta dirigida à nação brasileira, na qual se apresentava como o “verdadeiro presidente eleito do Brasil”, e publicou um novo documento com a expressão “líder do Brasil”. A alteração foi feita nesta quarta-feira (28), após repercussão da declaração inicial. O restante do conteúdo foi mantido. Na publicação, já nos Estados Unidos, o parlamentar agradeceu ao presidente argentino, Javier Milei, e ao presidente americano, Donald Trump, pelo acolhimento.
Na carta, Flávio Bolsonaro voltou a acusar o sistema eleitoral brasileiro de fraude, sem apresentar provas. Ele questionou a decisão de estender o horário de votação no segundo turno e afirmou que a medida teria permitido uma suposta irregularidade na eleição. O senador também alegou abuso de poder político e econômico durante a campanha e defendeu a cassação da chapa de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Geraldo Alckmin. As acusações foram apresentadas pelo próprio parlamentar no documento.
Flávio também direcionou críticas ao Judiciário brasileiro e afirmou ser alvo de perseguição política. No texto, declarou que levou a família para os Estados Unidos por considerar que não havia segurança jurídica no Brasil. O senador negou ter fugido do país e afirmou que pretende continuar sua atuação política no exterior. A carta também menciona medidas judiciais envolvendo seus passaportes e acusa autoridades de promoverem uma perseguição contra ele e seus aliados.
Ao final, o parlamentar anunciou que pretende liderar a oposição brasileira a partir dos Estados Unidos e citou o senador Rogério Marinho (PL) como seu candidato à presidência do Senado. Flávio afirmou que pretende se dirigir regularmente à população e apresentar uma estratégia de mobilização política por meios pacíficos e legítimos. O documento termina com a declaração de que sua atuação política continuará mesmo fora do Brasil.