Fachin devolve investigação sobre INSS a Mendonça, mas mantém caso Master sob sua relatoria
Presidente do STF determinou que processo envolvendo Daniel Vorcaro permaneça sob sua responsabilidade até decisão do plenário ou reavaliação em 90 dias
30/10/2026 - 10:06
O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, devolveu ao ministro André Mendonça a relatoria do inquérito que investiga desvios de recursos de aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). A decisão foi publicada nesta quinta-feira (29). Fachin, no entanto, manteve sob sua responsabilidade os autos do caso Banco Master, que envolve o banqueiro Daniel Vorcaro. O presidente da Corte também determinou que o relatório da Polícia Federal sobre possíveis envolvimentos de ministros do Supremo com o empresário seja encaminhado diretamente a ele, quando estiver concluído.
Fachin havia assumido a relatoria dos dois processos após o ministro Alexandre de Moraes solicitar a inclusão de André Mendonça no inquérito das fake news, sob alegação de condução política das investigações. A Procuradoria-Geral da República (PGR) descartou as acusações e afirmou não haver indícios de irregularidades na atuação de Mendonça. Com o parecer, Fachin entendeu que não havia mais justificativa para manter o processo do INSS sob a Presidência do tribunal e devolveu os autos ao ministro responsável pela investigação.
O caso Banco Master, por outro lado, continuará sob a relatoria de Fachin até que o plenário do STF delibere sobre o pedido de abertura de investigação contra integrantes da Corte. O relatório da Polícia Federal divulgado por Mendonça aponta que Moraes recebeu mensagens de Vorcaro com solicitações de orientação jurídica e pedidos de intermediação junto ao procurador-geral da República, Paulo Gonet, e ao diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues. Fachin determinou que a permanência do caso sob sua responsabilidade seja reavaliada após a decisão do plenário ou no prazo de 90 dias. A disputa entre os ministros intensificou a crise interna no Supremo.