Copom decide nesta quarta-feira se reduz ou mantém a taxa Selic
Mercado financeiro aposta no sexto corte consecutivo dos juros básicos, com expectativa de redução de 13,75% para 13,5% ao ano. Decisão será anunciada no início da noite pelo Banco Central.
04/11/2026 - 09:52
O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central realiza nesta quarta-feira (4) a penúltima reunião do ano para definir o patamar da taxa básica de juros da economia brasileira, a Selic. Atualmente em 13,75% ao ano, a expectativa dos analistas do mercado financeiro é de uma redução para 13,5%, o que representaria o sexto corte consecutivo. A projeção consta no boletim Focus, pesquisa semanal realizada pelo Banco Central com instituições financeiras. A decisão será divulgada no início da noite.
Apesar da expectativa de redução, o cenário econômico apresenta fatores de pressão sobre a inflação. Entre eles estão a recente alta do dólar, a instabilidade no câmbio, o aumento dos preços do petróleo e a elevação dos gastos públicos. O El Niño também aparece como um fator de preocupação, já que pode pressionar os preços dos alimentos nos próximos meses. Em outubro, o IPCA-15, considerado a prévia da inflação oficial, ficou em 0,32%, metade do resultado registrado em setembro. Entretanto, no acumulado de 12 meses, o índice subiu de 4,5% para 4,62%, ultrapassando o teto da meta de inflação.
A taxa Selic é o principal instrumento utilizado pelo Banco Central para controlar a inflação e influencia diretamente os juros cobrados em empréstimos, financiamentos e outras operações de crédito. Quando os juros sobem, o crédito tende a ficar mais caro, o que reduz o consumo e ajuda a conter a pressão sobre os preços. Já uma redução pode estimular a produção, o consumo e a atividade econômica. O Copom também enfrenta uma composição incompleta em sua diretoria, após o encerramento dos mandatos de dois diretores no fim de 2025, cujos substitutos ainda não haviam sido indicados pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Para o próximo mês, o mercado já projeta a manutenção da Selic em 13,5% ao ano.